06/07/2018 - 7 anos atrás
Por quem me entristeço
Por quem me entristeço com a eliminação do Brasil

Quem é do esporte entenderá sempre, que perder faz parte da situação. Arranjar desculpas ou culpar alguém por isso e aquilo, é não aceitar a derrota e nem tão pouco respeitar a superioridade do adversário.
Sim. Quando uma equipe vence um jogo significa que em algum momento ela foi superior, e isto basta! Mesmo, que resumidamente encontremos números e estatísticas que apontam que a outra foi superior. Mas, no futebol o que conta é o “tento” no balançar da rede.
Está certo que tem dias que as coisas não remam como deveriam ser remadas, as peças do quebra-cabeça não encaixam, os chutes certeiros já não são tão certeiros assim, e a inteligência dos craques tende a falhar justamente no momento crucial da partida. É provável que sim. No futebol tudo é possível!
Como certo professor mencionou em uma de suas teses; para se avaliar quem vai vencer um jogo de futebol dependem de fatores físicos, emocionais, táticos, culturais, sociais e até espirituais. E eu, concordo com isso, principalmente na última questão. Neste jogo, os santos dos Belgos não estavam para brincadeira, enquanto os nossos estavam um tanto perdidos – digamos!
É comum ver por aqui na terra "brasilis", depois que a “Inês é morta”, crucificarem todos da seleção, por atuações pífias. Eu mesmo o faço – confesso! Tem certas posturas de atletas que certa blindagem e mimos acabam me deixando irritado, mas se tudo for resolvido em campo, logo esqueço e aplaudo.
As dificuldades maiores que vejo após as derrotas esportivas no Brasil são as ineficácias de continuidade de projetos e do não investimento em estudos e pesquisas. Não é nossa cultura. Nada se continua - tudo é feito para se ter bons resultados em curto prazo, se não, é esquecido. A nossa política esportiva é doente e essa doença tem inicio desde lá da base, na mudança das políticas esportivas junto à mudança governamentais, e assim segue o fluxo até o último escalão político. Tudo é descartável. Nada é plantando e cuidado com segurança, mesmo sabendo que temos um tremendo solo fértil, desde grandes profissionais técnicos a grandes atletas.
Particularmente, não sofri com a derrota da seleção brasileira para os Belgos. Talvez, porque minha experiência em copa, já não permite mais sofrer – estou exausto para isso. Quem sofreu foram as crianças e os pequenos jovens inocentes, que juntos de seus pais sonharam por um Brasil sempre vencedor, vibrando entusiasmados com a camisa da seleção - motivos, que sempre me enchem de esperança!
E é justamente por eles, que me entristeço no dia de hoje!
E é justamente por eles, que me entristeço no dia de hoje!
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(o texto apresentado é de inteira responsabilidade de seu autor/colunista)
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