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05/08/2017 - 11 meses atrás

Somos produto do meio

Neymar, corpo e alma se afastaram de Barcelona, mas suas marcas, jamais o farão!

Quando citamos que nós, seres humanos não somos tão homos assim, mesmo continuando com a mesma sapiência, não estamos nos enganando; somos na verdade um produto do meio que vivemos e escravo daquilo que propomos ser, as vezes com prazer e as vezes sem o maior prazer.
 
Nos utilizam enquanto o necessário. Quando muito gasto é abandonado em um canto qualquer, ou talvez, se a desgraça for tanta, quem sabe num lixo qualquer.
 
Muitos, que se vangloriam de serem “os donos do próprio nariz” e não influenciados por ideologias alheias, simplesmente não são capazes de perceber que são tão modelados pelos outros quanto alguns que eles classificam como gente sem personalidade e sem opiniões próprias.
 
É, estamos vivendo num tempo que questionamos os valores perdidos, e a medida que se segue a carruagem caem nossas mascaras e apresenta o nosso comportamento nu e ainda miseravelmente parasita.
 
Muitos se espantaram com a transação do atleta Neymar.  Na verdade foi um tanto exagerada para os nossos olhos que somos apenas mortais. Para eles, que circulam no universo do futebol, nem cócegas fez. É troco em compra de feira. É mercadoria circulante que sai de uma bandeja para suprir as necessidades da outra, que no momento cacifou o valor do mercado.
 
Por de trás disso, na queda das mascaras, Barcelona demonstra a insignificância de suas conquistas entre meios seus ferimentos e seus suores. Apaga-se as luzes, e lá está; como quem quer apagar o passado, retirando cartazes, apagando imagens, substituindo as “carinhas”, estocando uniformes e grafitando novas assinaturas.
 
É a instauração da ingenuidade para não dizer da ignorância, querendo assim, apagar a imagem do torcedor ou dos apreciadores dos grandes craques do futebol e da existência daqueles que passaram por lá.
 
Neymar, na sua estada em Barcelona brilhou o que tinha que brilhar, e brilharia muito mais se ali permanecesse, como brilhará ainda mais por onde quer que vá. Um direito dele, direito das estrelas, e até um direito nosso – simples mortais.
 
O que não se apaga é a história, o legado que deixara. Neymar, corpo e alma se afastaram de Barcelona, mas suas marcas, jamais o farão!
 
Lembremos; somos produtos do meio em que vivemos e somos sempre servidos em bandeja para aqueles que oferecem mais ou que nos conquistam contando outro conto de fadas com desfeches diferentes.
 
O que nos resta além de torcer por seu brilho, é aguardar que tudo dê certo ou caso contrário, aguardar outro cacifador e contador de fábulas do futebol. 
 
Enquanto isso, que os outros continuem tentando apagar sua imagem apenas no outdoor da sacada.
 
Contato: contato@esportepedreira.com.br / afleme@bol.com.br / www.facebook.com/adina.leme

(o texto apresentado é de inteira responsabilidade de seu autor/colunista)

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Adinã Leme

Formado em Educação Física, pela FAJ – Faculdade de Jaguariúna. Especializado em Ciências metodológicas do treinamento em futebol e futsal pela Universidade Gama Filho – RJ.

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